Ruínas da Igreja Velha de Itabaiana/se: contribuição à história de um monumento sergipano

Publicado: 24/05/2011 em Uncategorized

Wanderlei de Oliveira Menezes[1]

 

Assistimos uma preocupação mundial em preservar o patrimônio cultural da humanidade.  Leis de proteção visam a manutenção das características originais dos artefatos produzidos pelo homem.  Essa preocupação com o patrimônio tem gerado muitas pesquisas que aumentaram consideravelmente a produção de artigos, monografias, teses e livros sobre a temática. Esta pesquisa segue essa tendência.

No Brasil, dentre os monumentos históricos mais presentes temos as igrejas católicas. Os locais de culto, capelas e paróquias, no Brasil colonial e imperial tinham a função de aglutinar a vida urbana, como verdadeiros marcos da presença da colonização. Entre nós, a esmagadora maioria dos núcleos urbanos teve seu ponto inicial entorno de uma capela que evocava um santo, padroeiro local.

Apesar da grande importância histórica e do número considerável de igrejas sergipanas do período colonial, elas não receberam ainda estudos acerca de sua história. É escasso o número de estudos sobre nossas velhas igrejas. No setor, destacam-se os trabalhos inéditos do Professor Luiz Fernando Ribeiro Soutelo, membro do Conselho Estadual de Cultura e professor universitário, e do Professor Francisco José Alves, do Departamento de História da UFS. Soutelo (2003; 2008a; 2008b) tem realizado estudos acerca da história da Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe (Estância); da Capela de Nossa Senhora do Rosário (Neópolis) e da Igreja Matriz de Santa Luzia (Santa Luzia do Itanhi). Já o professor Francisco José Alves escreveu sobre a igreja de Nossa Senhora do Rosário de Estância e também sobre a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Comandaroba, Laranjeiras (ALVES, 1988; 2009).

Neste campo marcado pela exiguidade, esta pesquisa volta-se para a história da Igreja Velha de Itabaiana, hoje em ruínas, situada no povoado de mesmo nome, na zona rural de Itabaiana, há 7 km do centro da sede municipal.

A história da Igreja Velha de Itabaiana, apesar de sua importância, ainda não mereceu um estudo mais exaustivo. Temos o silêncio ou considerações vagas e imprecisas. A clássica historiografia sergipana praticamente a ignora. Comendador Antonio José da Silva Travassos (1916) e o religioso Marcos Antonio de Souza (1878) nem sequer a cita. A igreja Velha é um dos mais antigos testemunhos das primeiras décadas de integração do território sergipano ao projeto colonial português. É um bem histórico de valor ainda desconhecido pelos pesquisadores locais.

Utilizamos o conceito de monumento para denominar as ruínas da Igreja Velha de Itabaiana. Para tanto é necessário citar o texto “Documento e Monumento”, de Jacques Le Goff (1998), em contraponto à obra Alegoria do Patrimônio, de Françoise Choay (2003). De acordo com Le Goff (1998), monumento é aquilo que pode ser evocado do passado. Choay (2003) oferece a mesma definição para monumento, porém o primeiro faz a evocação do passado, e o segundo o considera como lembrança. Em termos históricos, Le Goff (1998) quer demonstrar que o monumento é um vestígio humano de uma memória, e Choay (2003) considera o monumento como uma simples lembrança de uma determinada característica da sociedade.

Metodologicamente, buscamos o estabelecimento da cronologia do templo, elencando os principais fatos relacionados à edificação e a comunidade envolvente e tomando como base as fontes primárias. Resolvemos estudar sua história através de fases. São elas: fase da ereção e pleno uso (1620? – 1665); fase da disputa com a Irmandade das Almas (1665-1675); fase do desuso e arruinamento (1675-1914); fase da resignificação simbólica (1914 – aos dias atuais).

Escrever sobre a história da Igreja Velha é estudar uma história de silêncios, não ditos e lendas seculares ainda muito pouco conhecidas pelos sergipanos.

 

  1. 1.      Fase da ereção e pleno uso (1620? – 1665)

No final do século XVI, a área que atualmente convencionamos chamar de Itabaiana era ocupada por pequenos grupos indígenas, principalmente, locais próximas a Serra de Itabaiana e Rio Jacarecica. Por Itabaiana se situar distante do litoral, os indígenas de Itabaiana demoraram mais a entrar em contato com os “colonizadores” europeus. É bem provável que os primeiros europeus a vir à região de Itabaiana tenham sido os franceses. Seja como for, sabemos que durante os anos de 1586, as tropas de Luis de Brito com 150 soldados e 300 índios domesticados com apoio da casa da Torre deram combate aos nativos sergipanos aliado a franceses na Serra da Cajaíba (LEITE, 1945). De acordo com Carvalho (1973) a tradição consagrou a existência de Simão Dias Francês, personagem histórico fruto do amor de uma índia itabaianense com um soldado Francês. Ele teria sido o primeiro filho de Itabaiana. Em 1587, o sertanista Gabriel Soares de Souza (2010) destaca a serra de Itabaiana no seu escrito que posteriormente será denominado Tratado descritivo do Brasil em 1587.

O ano de 1590 é importante para a história de Sergipe, e, por conseguinte, de Itabaiana. As tropas comandadas por Cristóvão de Barros debelaram a resistência indígena sergipana e integraram o território sergipano de forma efetiva a colonização portuguesa. Nesse ano foi fundada a cidade de Sergipe Del Rey ou São Cristóvão, o primeiro núcleo efetivo de presença portuguesa em Sergipe. A partir daí foram concedidas inúmera sesmarias com o propósito de povoar e desenvolver atividades econômicas úteis a coroa portuguesa. As primeiras sesmarias de Itabaiana foram doadas entre 1600 a 1603. Porém, muito dos sesmeiros nem sequer pisaram na terra recebida. Merece destaque a sesmaria concedida aos jesuítas. É bem provável que tenham sido eles que contribuíram para a formação do arraial de Santo Antônio e de uma capela de mesmo nome.

Entre 1620 e 1640[3], é edificada a capela de Santo Antonio e deram um grande passo para a ocupação efetiva e duradoura da região próxima da serra de Itabaiana. Essa igreja é a mais distante do litoral sergipano durante todo o século XVII. Era o marco da ocupação portuguesa nos sertões coloniais. Surgia assim o Arraial de Santo Antonio com pequenas edificações nas proximidades do Rio Jacarecica. Os primeiros habitantes eram lavradores, curraleiros e garimpeiros.

Após esses pequenos progressos na ocupação da atual Itabaiana tivemos a presença dos holandeses da Companhia das Índias dentro do território sergipano causando estragos devido a guerra contra os luso-brasileiros radicados na Bahia. Os holandeses se estabelecem em Pernambuco e tomam o litoral do atual nordeste. Sergipe era a fronteira sul da dominação flamenga, um verdadeiro ponto de tensões e disputas.

Chama a atenção o valor dado pelos flamengos para a área denominada Itabaiana, chamada de Itapuama. No mapa da Capitania de Sergipe do livro de Barleus (1940), Itabaiana ganha destaque. Esse testemunho histórico é intitulado “Capitania de Sergipe com Itabaiana”. A região da serra de Itabaiana é minuciosamente descrita. Acreditamos que isso se deve ao interesse dos holandeses no gado da região e nas minas de prata. Uma expedição foi organizada, porém sem resultados (NUNES, 1989). O gado da região bem como os mais abastados proprietários fugiram para a Bahia. O que desmotivou os holandeses.

É de 1642, com o mapa do livro de Barleus, que temos o mais antigo testemunho histórico da existência da primitiva capela que dará nome à atual Igreja Velha: tratava-se da capela de Santo Antonio, e conforme o mapa localizava-se nas margens do Rio Jacarecica, próximo à casa do semi-lendário Simão Dias.

Expulsos os holandeses, era a hora de se retornar ao processo de colonização. Essa época é uma fase muito complicada para Sergipe. O medo da volta dos holandeses, a crise econômica depois da saída dos flamengos, a anarquia social, devastada por guerras, a reconstrução econômica, os altos impostos foram cobrados, quilombos. A essa situação de extrema exploração se rebelou os curraleiros de Itabaiana liderados por Simão Dias. Os curraleiros em 1655 invadiram São Cristóvão para protestar contra os abusos cometidos pela Bahia. O vigário Sebastião Pedroso de Gois, rico latifundiário e proprietário de engenhos, foi preso. É dessa primeira metade do século XVII que se credita a presença de franceses, holandeses e judeus em traços antropofísicos dos itabaianenses (BISPO, 2008).

Em 1658, a Capitania de Sergipe é dividida em distritos militares. Com isso, é criado o distrito militar de Itabaiana para combater a formação de quilombos e oferecer mais segurança a população que se estabelecia nas florescentes povoações.

            Nessa primeira metade do século XVII, a Capela de Santo Antônio era a única ermida religiosa da região de Itabaiana e núcleo aglutinador da povoação. Contudo, a partir de 1665, a capela passa a sofrer a ação dos interesses da Irmandade das Almas.

 

  1. 2.      Fase da disputa com a Irmandade das Almas (1665-1675)

Na segunda metade do século XVII, Itabaiana tinha duas florescentes povoações: o arraial de Santo Antonio e a Caatinga de Aires da Rocha. Em 1665 surge a Irmandade das Santas Almas do Fogo do Purgatório da Capela de Itabaiana[4]. Esta instituição adquiriu a posse do terreno conhecido por Caatinga de Aires da Rocha que pertencia ao vigário Sebastião Pedroso de Gois, na época vigário-geral de Sergipe e da Matriz de São Cristóvão, e foram os responsáveis pela edificação da Igreja Matriz de Santo Antonio e Almas de Itabaiana (NUNES, 1996).

Em 1675, foi comprado o terreno na Catinga de Aires da Rocha e no mesmo ano a igreja ganhou status de Matriz da Freguesia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Com isso, o Santo Antonio foi transferido da Caofepela de Santo Antônio para a nova igreja. A Primitiva morada vai perdendo sua importância de tal modo que ficará abandonada e ganhará a denominação de Igreja Velha. O que aconteceu na realidade foi a mudança da sede da povoação. Casas e ruas foram sendo construídas próximo da nova igreja. E ai começa a história do abandono da primitiva capela de Santo Antonio.

 

  1. 3.      Fase do desuso e arruinamento (1675-1914)

Conta uma famosa lenda que o meio utilizado pelo Padre Sebastião Pedroso de Góis foi utilizar-se ele, ou pessoas a seu mando, da imagem de Santo Antonio da Igreja Velha. Retiravam escondido o Santo Antonio e o conduziam até a “Caatinga de Ayres da Rocha”, deixando-o num dos galhos da quixabeira, situada que estava ao lado direito do local onde hoje existe a Matriz. Mas, para os colonos do arraial de Santo Antonio era fácil descobrir o paradeiro do santo, já que os rastos da imagem, propositadamente, eram deixados bem claros para servir justamente de meio de descobrir onde o santo estava. A fuga verifica-se constantemente. Santo Antonio foi surpreendido na quixabeira, descansando lá na “Caatinga de Ayres da Rocha”, porque era ali que ele queria a sua igreja (CARVALHO, 2009, p.117-121).

Essa quixabeira é célebre, por ligar-se a uma lenda popular. Conta-se que S. Antonio colocado em um pobre edifício, que servia de casa de oração na vila de Itabaiana, fugia de noite, e vinha postar-se na primeira bifurcação do tronco desta quixabeira. Levavam-no em procissão para a capelinha; mas no dia seguinte, lá estava o Santo na quixabeira. Até que levantaram um templo mais decente, onde colocaram como o orago da freguesia, e o santo nunca mais fugiu.

A Igreja Velha, assim chamada para diferenciar-se da nova, foi desabando aos poucos, vencida pelo abandono e pela ação destruidora do tempo, de forma que, em meado do século XVIII já apresentava, com menos retoques, a mesma paisagem de ruínas de hoje. Tais ruínas é que permanecem de pé, fragmentando-se aos poucos. Da primitiva igreja se pode ainda deduzir o tamanho, pelo que resta da fachada principal e das paredes de lado e do fundo.

Grande impulso ganhou para o desenvolvimento da cidade a elevação à condição de vila pela portaria de 20 de outubro de 1697. Itabaiana se tornou uma das mais antigas vilas de Sergipe. Isso implicou o estabelecimento de toda uma estrutura burocrática (câmara de vereadores, cartório, ordenança, cadeia e etc.). A vila recebeu a denominação de Santo Antonio e Almas de Itabaiana, inspirada no nome da freguesia. Era gigantesca os limites da vila. Praticamente abrangia os atuais médio e alto sertão sergipano e todo agreste e parte da região da Cotinguiba, segundo Nunes (1996).  Esse ato administrativo selou a sorte do antigo arraial de Santo Antonio e da Igreja Velha.

 

  1. 4.      Fase da resignificação simbólica (1914 – aos dias atuais).

Abandonada e em desuso a Igreja Velha ruiu e no limiar do século passado estava em avançado estado de arruinamento. Deve-se aos historiadores a resignificação simbólica das ruínas da Igreja Velha. Foi Felisbelo Freire (1891) quem fez a primeira menção, porém apenas em uma breve referências às igrejas e capelas sergipanas da época da invasão holandesa. O mais antigo historiador sergipano a focar a Igreja Velha de Itabaiana foi o itabaianense Francisco Antonio de Carvalho Lima Júnior (1914). É dele a famosa e ainda bastante citada “Monographia Historica do Municipio de Itabayanna”, publicado na Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Nesse trabalho pioneiro de estudo do que hoje denominamos de histórias municipais, Lima Júnior ressalta o valor histórico da Igreja para a ocupação e formação do primeiro núcleo urbano que será, no futuro, a cidade de Itabaiana. Apesar da falta de documentos e imprecisões, Lima Júnior foi bastante feliz ao tentar explicar o papel da Igreja no processo de mudança da vila (primitivamente nas proximidades da Igreja Velha para a Catinga de Aires da Rocha, atual centro da cidade de Itabaiana, nas cercanias da Igreja Matriz). Ele utiliza como fonte a tradição oral, a lenda do Santo Antonio Fujão.

Lima Júnior fincou as bases para a leitura historiográfica dos autores seguintes. Nesse sentido, menor foram as contribuições dos historiadores serranos José Sebrão de Carvalho (2003), conhecido nos meios acadêmicos pelo nome Sebrão Sobrinho, e Maria Thétis Nunes (1996). Estes últimos apenas reproduziram o que escreveu Lima Júnior.

Na década de 70 do século passado, começa uma nova leva de pesquisas acerca do passado itabaianense. Para isso foi de vital importância a formação de um grupo pequeno de estudantes do Colégio Estadual Murilo Braga. No início da década, Vladimir Souza Carvalho (1950 –…), então estudante de Direito, publica Santas Almas de Itabaiana Grande, livro apologético e bairrista, porém de grande valor, pois, de forma sistemática, se vale de novas fontes documentais no estudo do passado itabaianense. Essa obra, referencial para os estudiosos da História de Itabaiana, apresenta um estudo mais aprofundado sobre as origens de Itabaiana. A Igreja Velha aparece na obra como sendo o núcleo primitivo da ocupação colonial em Itabaiana. Todavia, o autor se reduz a mencionar documentos sem explorá-los devidamente. Dentre esses citamos dois pela sua importância: a escritura de venda das terras da Catinga de Aires da Rocha à irmandade das Almas (1675) e uma carta do Vigário Francisco da Silva Lobo ao Rei de Portugal D. José I datada de 1761.

Mais recentemente, em 2009, Wanderlei Menezes (1983-…), licenciado em História pela UFS, publica, no informativo INFOCULT, o primeiro artigo sobre a história da Igreja Velha. No estudo, o autor lança hipóteses sobre o processo de abandono e arruinamento da Igreja. Mostra que o principal motivo para a desativação da Igreja Velha está relacionado aos interesses da Irmandade das Almas, fundada em 1665. O abandono da velha igreja deveu-se ao interesse dos irmãos da recém-criada irmandade em trazer para terras de sua propriedade o local de culto. Para o autor, a perda da importância da Igreja Velha e regiões circunvizinhas é muito mais que uma simples mudança de sede da povoação. Os agentes catalisadores desse processo foram os membros da Irmandade, primitivamente sob a evocação de São Miguel Arcanjo, o pároco da cidade de Sergipe Del Rey, Sebastião Pedroso de Gois, e os proprietários da antiga Caatinga de Aires da Rocha. Sendo assim, a explicação tradicional que explica a mudança como sendo uma pacífica escolha dos moradores das regiões adjacentes da Igreja Velha é insuficiente.  No novo local escolhido, a Irmandade erigiu uma Igreja tendo como orago Santo Antonio, o mesmo santo cultuado na Igreja Velha.

Em 2009, Vladimir de Souza Carvalho lança Vila de Santo Antonio de Itabaiana, a mais extensa obra sobre o passado colonial e imperial da outrora Vila de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Nesse trabalho, o autor é bastante minucioso sobre a importância da Igreja Velha, porém não se vale de novas fontes. Praticamente repete o que havia dito há quase quatro décadas atrás. A única novidade é a transcrição parcial do “Compromisso da Irmandade das Santas Almas do Fogo do Purgatório da Capela de Itabaiana”, datado de 1665.

 

Considerações finais

O monumento Ruínas da Igreja Velha é um bem cultural que marca a identidade cultural dos itabaianenses. É símbolo de um passado comum dos munícipes e representa as origens lendárias da cidade contada de geração a geração. Com isso, o monumento Ruínas da Igreja Velha de Itabaiana faz parte do patrimônio cultural dos itabaianenses, seja ele material (as paredes do templo, a paisagem e a imagem de Nosso Senhor da Cana Verde) ou imaterial (lendas de Simão Dias Francês, Santo Antonio fujão, crendices populares de lugar mal assombrado e tradição oral). Todavia, é de se considerar que uma das principais marcas do monumento é o topônimo do povoado. A Igreja Velha deu nome ao local onde está localizada, unindo assim sua história à da comunidade local.

Vê-se, pelo levantamento realizado, que um estudo mais documentado e compreensivo sobre a história da Igreja Velha poderá renovar a visão sobre a origem de Itabaiana. Trata-se de um tema de relevância, pois pouco se escreveu sobre os bens culturais sergipanos de modo geral e muito menos ainda sobre aqueles bens que ainda não foram reconhecidos oficialmente.   

Por fim, cabe mencionar as possibilidades de uso do monumento para a prática da educação patrimonial. Enquanto espaço de educação não formal, as ruínas podem possibilitar uma grande diversidade de experiências educacionais. A partir do contato com o monumento e seu entorno, os alunos serão estimulados a aprendizagens significativas, integrando conhecimentos de educação, patrimônio, memória, história, cultura e cidadania. Assim, a educação patrimonial cumprirá sua função de ser um instrumento de alfabetização cultural, que leva o indivíduo a ler o mundo que o cerca, compreender o universo sociocultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido (HORTA, 1999, p.6).

Referências


Fontes primárias

Carta do padre da Freguesia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana Francisco da Silva Lobo de 12 de Setembro de 1761 ao Rei de Portugal D. José I. Arquivo Histórico Ultramarino. Lisboa.  Capitania de Sergipe. Caixa 05, doc. 415.

 CÕPROMISSO da Irmandade das Sanctas Almas do Fogo do Purgatorio cita na capella Ytabayana e feita na era de MDCLXV. Cópia xerográfica gentilmente cedida por José Augusto dos Santos;

 LIVRO de Tombo da Matriz de Santo Antonio e Almas de Itabaiana (1913-1939). Manuscrito. Arquivo da Paróquia de Santo Antonio e Almas de Itabaiana. Itabaiana, Livro 1.

 

Bibliografia

BARLEUS, Gaspar. Historia dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil e noutras partes sob o governo do ilustríssimo João Maurício Conde de Nassau, etc. 2 Ed. Rio de Janeiro: Imprensa Nacional, 1940;

CARVALHO, Vladimir Souza. Santas almas de Itabaiana Grande. Itabaiana: Edições O Serrano, 1973.

__________.Vila de Santo Antonio de Itabaiana. Aracaju: J. Andrade, 2009;

CHOAY, Françoise. Alegoria do patrimônio. São Paulo Editora: UNESP, 2003.

FREIRE, Felisbello. Historia de Sergipe: (1575 – 1855). Rio de Janeiro: Typographia Perseveranca, 1891. 425 p.

 HORTA, Maria de Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina; MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia básico de educação patrimonial. Brasília: Museu Imperial/IPHAN/MinC, 1999.

 LE GOFF, Jacques. A História Nova. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

 LEITE, Serafim. Sergipe Del Rey. História da Companhia de Jesus no Brasil. Rio de Janeiro: INL, 1945. Vol. 5. p. 316-327

 LIMA JÚNIOR, Francisco Antonio de Carvalho. Monographia Historica do Municipio de Itabayana. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe. Aracaju, vol. II, 1914. p. 128-149;

 MENEZES, Wanderlei. A velha igreja de Itabaiana. INFOCULT, Itabaiana, ano I, n. 1, 2009, p.2;

 NUNES, Maria Thetis. Sergipe Colonial I. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1989;

 ________. Sergipe Colonial II. São Cristóvão: Universidade Federal de Sergipe, Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1996.

SEBRÃO, sobrinho. Fragmentos de histórias municipais e outras histórias. Aracaju: Instituto Luciano Barreto Junior, 2003. 433 p.

SOUSA, Gabriel Soares de. Tratado descritivo do Brasil em 1587. Fernanda Trindade Luciani (org.). São Paulo: Hedra, 2010. P.62

SOUTELO, Luiz Fernando Ribeiro. Histórico da Capela de Nossa Senhora do Rosário – Neópolis. Aracaju, 2008a. [trabalho inédito];

 ___________. Informações gerais sobre a Catedral de Nossa Senhora de Guadalupe (Estância). Aracaju, 2008b. [trabalho inédito];

 ___________. Informações sobre a Igreja Matriz de Santa Luzia (Santa Luzia do Itanhi). Aracaju, 2003. [trabalho inédito];

 SOUZA, Marcos Antonio de. Memoria sobre a capitania de Serzipe: sua fundação, população, produtos e melhoramentos de que e capaz. Aracaju: Jornal do Commercio, 1878. 53 p.

Vídeo

BISPO, José Almeida. Itabaiana: quatro séculos da História de um povo. 1 DVD, color, 53 min., NTSC 16:9, res. 1280×720. Episódio 1. Tempos de lendas e tesouros. 2008.

 


[1] Graduado e Bacharel em História, Historiador da Prefeitura Municipal de Itabaiana, membro efetivo do IHGSE.  E-mail: wanderleihistoriografopmi@gmail.com

[2] Professora Orientadora do curso de Especialização em Ensino de História. E-mail: solmessias@yahoo.com.br

[3] Não sabemos a data precisa da edificação da outrora Capela de Santo Antonio. Ao certo, temos a menção que durante a presença holandesa na Capitania de Sergipe (1637-1645) já havia a igreja, cujo orago era Santo Antonio.

[4] CÕPROMISSO da Irmandade das Sanctas Almas do Fogo do Purgatorio cita na capella Ytabayana e feita na era de MDCLXV. Cópia xerográfica gentilmente cedida por José Augusto dos Santos;

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